sábado, 25 de setembro de 2010

a minha incerteza no poema...



Louvorr... louvor ao sofrimento amigo daqueles que querem sofrer.
Louvoor, louvor à seca existente dentro de nós que nos impulsiona a levantar e buscar mais copo d'água.
Louvor, loucor às dores que não foram divulgadas....
Louvor, louvor ao maravilhoso cético dono da palavra que nos convida para entrar no mundo dele, Carlos Drummond.
Louvor, louvor à grande poetiza neossimbolista da qual a sutileza feminista eu não quero perder nem me perder diante dela.
Louvor, louvor aos cafés filosóficos que me tiram dessa éterea ressaca vinda dos olhos dele.
Louvor, louvor ao sopro pedido pelo Fernando Pessoa.
Louvor, louvor à louca linda enfatizada perfeita doce e totalmente consciente de suas ações, Ismália, traduzida pro Guimaraens. Sim, Guimaraens.
DEIXE-ME JOGAR, ME JOGAR DO ALTO... DAQUELA TORRE NO MEIO DO NADA QUE ME SEDUZ LEVANTANDO O MEU EGO AO MAIS PURO E VERDADEIRO sabor do saber o que é homem.
Louvor, louvor doce, adocicado das estrelas longínquas de mim.
Não, não tanto, não é Mário Quintana?

E quede daquilo que te seduz tão tão insurreal...
"Não sei se o mundo é bom, mas ele ficou melhor quando você chegou e perguntou se havia lugar" [Nando Reis]

[E novamente aquela música [Good Enough] Oh GOD, I need.... Eu precisoo... eu preciso curar aquilo que ficou... as marcas tão fortes... SErá que foram ilusórias com uma camada de incerteza? A incerteza do poema? Do poeta? Da poetiza? Daquela que viveu... eu vivi?]

Estranho é como eu não queria ser soterrada pela cidade na qual moro. Parecem que caem areia, terra, carvão... Parece que tapam minha visão... se é que tenho, aliás, meus olhos são pequenos demais para enxergar aquilo que habitou um dia este lugar. E quando eu quero me levantar, com passeatas, estar pronto, à disposição... E quando o sonho vem menos o sono? Será que estamos sendo iludidos demais? E a leitura de um livro.... Temo continuar, sem saber ao menos o que foi iniciado.
Diante tanto ego, perspecácia, um dia inveja, perdão, mas permita-me continuar... um sonho, uma vida... sem me perder nas mesquinharias! Minha alma cheira à naftalina...

Qeu eu não me perca dos cafés filosóficos dessa noite... e que eu aprenda a dançar!
http://www.youtube.com/watch?v=3JV74i4yvcA

HEY SOUL SISTER...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

máscaras...


Ando empurrando tudo para dentro. Engolindo, escutando, fincando-me! Desejos perdidos na extensão de um infinito que eu resolvi criar, só esqueci de patentizar. Nele não há meu nome, mas há uma alma em sentimentos pequenos, essenciais ou mesmo circunstanciais do meu próprio eu.
Perdi caminhos... caminhos, lugares, idade, que eram de extrema impotância para um ser que nem sei se fui. Quem sabe?
Eu bati em uma porta que sequer esteve lá alguma vez.
Fui o nada de mim mesma.
Decidi descer e chegando lá, não havia corda alguma para alguém puxar, retirando-me de lá.
Pior. Não havia pessoa alguma que pudesse, talvez, levantar-me na existência de uma.
Existências fúteis. DE cordas e de pessoas.
Elas não te olham, e quando não te olham, não te olham. Simples assim.
E você? Um bom e INÚTIl samaritano?

Minha transformação foi exata. Extrema naquela curva fechada, que por sinal, foi fechada sem causa. Algum acontecimento acidental efetuado pela vida. Essa é a nossa sórdida maneira de explicar o que não conhecemos ou o que preferimos deixar para lá.

Fracos é o que somos sem penúria, sem levantamento, sem porque;
Em nossa vida, a existência do "talvez" e "do não sei" nos leva ao louco acômodo do dia-a-dia.
Mas afinal de tudo,
tenho acreditado que vivo um ciclo. Ele tem me perseguido. Sei exatamente, e infelizmente, o próximo passo que darei. Tudo tão idêntico. Uma vida quadradamente circular e insonsa. E isso porque queremos, e isso porque eu quero.
Decida-se a não sair da mesma situação, você com certeza não sairá.

Pedaços de mim, eu vou deixando... E vou levando de quem está a minha volta! Nem eu sei como.
Mas tenha certeza, se passou em minha vida, falta um pedaço seu; ele está comigo, e onde?
Não tenho essa reposta! Mas em algum louco momento, ele, seu pedaço, ressurgirá de um vazio no qual eu coloquei. E emergindo, me mostrará algo. Pronto, minha epifinia pelo seu pequeno 'eu'.

Sendo assim, retiro o que disse.
Seres humanos não são inúteis. Pelo menos, não para mim.
Prazer em revê-lo.
Agora?
não mais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Passou, passa e passará


DE repente as lágrimas caem. Eu vejo o crscimento de alguém. Eu vejo o meu crescimento. A minha aparição nessa vida e concretizo em palavras: como foi linda! Estranhamente linda, por ser regrada e liberada.
E o melhor de tudo, ainda continuo aprendendo e sendo surpreendida! Yes, you can believe that.
Olhando o meu albúm de RECORDAÇÕES no orkut. PUTZ! que lindo. Como foi tão perfeito os momentos pelos quais passei...

Às pessoas que viveram pelo menos um segundo comigo, estiveram presente da minha vida mesmo que de passagem, OBRIGADA. Vocês foram me esculpindo. Esculpiram em mim felicidade, lágrima, valor, sentimentos, juventude, DEUS, eternidade, plenitude, respeito, carinho, vivência...

"
No meu castelo, eu parei o tempo, e fiz vocês pararem junto comigo... Voltamos à infância, e o que vimos e sentimos era inexplicável. Era felicidade" [minhas palavras pós parque com amigas]

Entenda, sinto nesse momentos as milhões de pequenas sensações dos últimos três anos... Os segundos não voltaram... Os dias não voltaram... Aquele SIMPLES momento, mas carregado de toda a felicidade não voltará. E o que eu queria fazer nesse momento? Apenas curtir ESTE meu momento agora, porque daqui a um segundo, ele também não voltará. Saiba de como é importante você viver, e não apenas reproduzir outras histórias... Você contará melhor, as que presenciou! E hoje o meu desejo é presenciar e partilhar com vocês o que está passando aqui dentro.

Palavras roubadas:

"I have kissed honey lips /"Eu beijei lábios doces
Felt the healing fingertips / Senti a cura na ponta dos dedos
It burned like fire / queimava como fogo
This burning desire / este desejo ardente.
I have spoken with the tongue of angels / Eu falei na língua dos anjos
I have held the hand of the devil / Eu segurei da mãe do demônio
It was warm in the night / Estava quente à noite
I was cold as a stone
/ E eu estava frio como uma pedra"
I still haven't found what I'm looking for..." [U2]


E essa busca continuará dentro de mim, a todos os momentos e em todas as inquietudes de minha alma. Seguirei andante, como reitrante de mim mesma,
que anda rastejando-se pelo pouco que restou !

**

E agora essa como sinal de algo bom...

Palavras roubadas:

"
Baby, slow down
The end is not as fun as the start
Please stay a child somewhere in your heart

I'll give you everything you want
Except the thing that you want
You are the first one of your kind
"

(Orignal Of The Species - U2)

http://www.youtube.com/watch?v=S44XBiwTqxc

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ocorreu um erro


Antes do final do mundo, devo me pronunciar: ocorreu um erro.
Hoje já não foi como nos outros últimos dias. Ressuscitei meu blog, e muitas vezes me vem à cabeça a pergunta: para quê? Será que perdi um possível início de dom para a escrita? Cadê aquelas ideias mirabolantes que faziam dos meus textos algo mágico para mim mesma?
Sem melancolia ou algo parecido. Sem revolta contra a humanidade. Apenas palavras que juntas, faziam todo o sentido do mundo para mim.
Bem, aqui estou eu, apresentando-me crua diante daquilo que um dia criei.

Palavras emprestadas:
"Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;" [Tabacaria - Álvaro de Campos]

Ocorreu um erro. Mas um erro dentro de mim. Uma mudança, uma inquietação, uma vontade de viver, uma mudança, alteração dos caminhos! Ocorreu uma espécie de alternância de mim para mim mesma. E você ainda se pergunta, porque lê esse texto sendo que não foi feito para você. Porém, esqueça esses detalhes.

Há em mim hoje, uma espécie de luta. Não tenho conseguido assimilar muitas situações e desejo dentro de mim. Adolescência? Não! Digo ser algo mais.

Palavras emprestadas:

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
E ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não ter sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, e ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(Florbela Espanca, 2003: 75)


Enfim, hoje, já não consigo ficar nem permanecer nesse corpo que me fora dado. Há muito a descobrir! Há muito por onde andar. Há esscolhas a serem feitas. DELAS todas quero participar, partilhar , totalizando, me integrar!

Como é belo o saber !

[Esqueça, só quem sabe e quem lê, há de entender minha almejada ou fútil cabeça! Alice]

Hoje, nem beijos e nem abraços.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

LISTEN to me now...




Engraçado como DEUS nos envia muitos e muitos sinais, e mesmo assim, ainda não queremos ouvi-Lo. Como são belas as palavras Dele. A todo momento te dizendo: "Escute-me agora... Você não precisa estar sempre certo ! Sometimes you can't make on your own"

Sabe? Não precisamos de palavras bonitas... O que nós precisamos de verdade nessa vida é nos entregar para algo, para alguém... Entregar-nos de corpo e alma. Fazer do pouco algo grande e bem feito, mesmo que seja só para nós mesmos. Mas realizar. Dizer no final das contas: eu fiz.
"Sê inteiro no mínimo que fazes" (Ricardo Reis)

Não adianta querer fugir para onde ninguém irá te encontrar, porque no fundo, quem irá sentir falta dos outros é você. Sentir falta de cada vínculo, de cada sentimento criado...
Não queria falar isso, porém vou. O tempo passou, e alguns passos fizeram de mim uma pessoa mais madura. Mais madura, porque agora reaprendi a sonhar.

De repente, passei a ver muitas coisas de modo mais claro. Os desejos foram tomando forma e lugar em minha vida. Como eu queria voltar atrás? Não. Como eu queria viver como vivi. Exatamente igual. Todos os passos que dei, trouxeram-me hoje para o lugar que pensei um dia, que iria chegar. E hoje? Parou? Não! Hoje eu repenso, hoje, vem a minha cabeça outro lugar...

Coisas, mtas coisas incomodam-me ainda. Mas é crescimento. Uma força que nos toma lá no fundo e vai tornando-se forte a todo momento. Como é lindo. Sim, eu estou por alguns instantes maravilhada pela vida. E como queria que você também estivesse assim no lugar de suas queixas infindáveis, dos seus pensamentos para aquele menino ou menina, de baixarias...
PERCEBA: tudo isso é pouco.

Meu corpo físico já não consegue suportar o que há aqui dentro.

Senhor, Sua face ilumina minha vida.
O que Te peço é: sabe esse coração? Há nele um vazio infinito, que só o Seu amor consegue preencher!

**

Hoje termino dizendo:
sim, EU QUERO, eu quero mesmo voar... Quue os céus me concedam asas, mesmo que imaginárias... Quero ir o mais alto que conseguir, sem temer, sem olhar para trás, sem pensar qualquer instante em cair. Eu sei. Ele estará lá, esperando a minha chegada.
Jogar-me-ei de um precipício. Por quê? Será neste momento, que desaparecei... Um par de asas, lindas por sinal. E no fim, o encontro.



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"O fato é que não existem melhores
performances de si mesmo, que nem eu havia dito anteriormente.
Desempenhos, simplesmente, não podem ser comparados, sabendo que a cada dia estaremos diferentes. Mas de qualquer forma, ainda, posso dizer, estou curada de mim mesma. Já não possuo a patologia do adeus, nem a epidemia do até logo. Hoje, posso parar no tempo, olhar fixamente para a chama de uma vela, e me espelhar em sua constante mudança, assim estudada por Heráclito, ou posso apenas me fixar diante de um espelho e ver como estanquei no tempo durante anos à espera remota de um milagre. Talvez aquele que mudaria minha cabeça, fazendo com que eu desistisse do fantástico. Obrigada, Deus. Sem a sua fiel ajuda, talvez eu nunca saberia que aquele extraordinário que eu tanto procurava está no mais ordinário de todos os meus dias."





sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A minha verdade inconveniente...


[FOTO DE SP. QUANDO FOMOS FAZER O CURSO...]


eu escuteii... sons diferentes...
EU escutei a verdade inconveniente. A pior delas. A minha.
Por onde passei, deixei pedaços de mim. Hoje sinto falta de todos. É como se um vazio conseguisse entrar dentro de nós e nos consumir aos poucos.
Sim, eu tenho. Tenho rezado muito para que ele não me diminua aos poucos...

Percebi, ultimamente, a tamanha depressão pela qual entrei com tanta facilidade. Não foi pela bebida, não foi por um amor, não foi pelas drogas. Foi por mim mesma. Bem, mas não quero falar dela. Porque é INCONVENIENTE citar problemas... ou talvez, o blog seja feito para isso. Mas, agora, não importa.

Hoje, em particular, usá-lo-ei para contar meus passos... Estou sentindo falta de São Paulo. Nunca pensei que sentiria tamanha falta por ser apenas mais um número que completa os 18.000.000 de habitantes. Sempre pensei no reconhecimento, porém ao entrar em contato rápido com pessoas diferentes e de diferentes crenças e que podem fazer o que quiser (ou melhor, podem seguir suas convicções - diferente de sair fazendo idiotice), deparei-me comigo mesma. É o meu lugar...

Quero ser um pássaro... Mas um pássaro que segue seu caminho. Às vezes, encontra-se com o bando, mas que na maioria vai desviar...

Quem sabe me colocando na terceira margem do rio eu não me encontrarei? Não, para. EU não estou falando de "me encontrar" como quem faz um orkut agora e fica se colocando como o perdido inocente. Estou falando de uma visão mais aprofundada de mim mesma. De sentar sozinha e observar.

Eu posso até tentar esconder de mim, porém o final é de fato algo que já sei. A todo momento me pego com esses pensamentos, e eles têm acontecidos. E quando me aprofundo neles, descubro meu limite e me mostro a mais fraca possível que clama pela presença do Senhor. Só ELE pode me ajudar...
Não quero livros de auto-ajuda. Quero é viajar pelo mundo, pela África e conhecer pessoas. Aliás, nem necessita ser ela mais. Descubri que no meu Brasil há muitos "Brasis", se é que conseguem acompanhar meu racicíonio. Aqui estou muito bem. "Minha terra tem tesouros, que infezlimente não são encontrados em lugares todos...." E assim por diante segue-se a paródia do Malandro. Nesse mesmo estado onde resido, encontro aqueles que estão desencontrados... De si mesmo. Aqueles abandonados pelo Estado [é, a instituição mesmo].]

Finalizando... Hoje um texto meio sem nexo, mas é como se encontra minha cabeça...
Estatística: mais da metade da população mundial entrará em depressão no século XXI.
CONSELHO: Reze.