sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Talvez essa fosse ser o retrato mais perfeito da minha vida. Toda a expressão, todo o explodir de emoções...
Todo o chorooo, todo o amoor, toda a falta de crença misturada ao último suspiro se acreditar sempre, mesmo nunca vendo!
Todo o misto de uma vida não vivida, que parecida estar entranhada em mim, quando muito diz que vai e nunca me deixa!
Como água, tão necessária... que precisa entrar e preencher todo meu organismo.
Nunca antes, consegui ter tantas vertentes, tantas esferas, tantos pensamentos sem comunhão dentro mim.
Posso crer que montanhas andarão, porém o medo do que acontecerá no próximo minuto ainda afronta meu viver... medo daquilo que tanto tenho falado!
E quanto ao fado de ser mulher? Pesa-me na alma mais que todos os pesares...
HÁ uma ópera, há um poeta, há todos os instrumentos em mim, e eles brigam entre si...

eis aqui toda uma explosão, uma explosão secular dos meus 'eus' que não se conciliam mais e que não cabemm no mesmo lugar! AHHHHHHHHHHHHHH

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

la mer...




"La merr..."


Paulatinamente, reencontro-me num turbilhão de grãos de areia... Algo muito mais que algo havia me tapado nas incertezas vividas...
O olhar pacato, a meninice, os olhos ainda baixos... Olhos grandes, olhos que falam... Olhos que por si só já sentem a dor que virá e, por vezes, espantam-se...

Belos olhos... Ainda grandes, encontram os outros que são cerrados, canto da boca com canto da boca... A voz se altera, agora é mansa... Sim, que o mundo acabe... e que a palavra seja francesa!
Que a dor seja italiana; Que o sentir seja brasileiro; que o dançar seja argentino, e que a valsa seja vienense...

A dor é na alma. E ela é contada nos pedacinhos de sonhos que foram construídos no vácuo.

Quando se constrói uma vida e coloca-se esse projeto nas mãos do outro mas que ele simplesmente venha a detalhar mais... Aqui se foi, na verdade, foram-se anos, anos e anos...

Você veio e me desabrochou! Água, sim, trouxe água ao meu botão; mero potencial de rosa! e depois, enfim, deu passos largos para o seu futuro.


Disse a mim que não mais seria a mulher dos olhos que um dia foram moldados pelos seus, mas enfim! Sou ela e você viverá em mim pelo eterno.
Não haverá tempo, não haverá espaço, não haverá astro.

A RElação foi transcendental. Sem toque! Apenas o encontro de energias que sempre quiseram se cruzar!
Que doa, pois, como aquele ânsia que vem de dentro dos desesperados, se transforma em algo físico.
Como aquela dor que não se vê que se transforma naquela que arde e vem de dentro, limpando, retirando todas as lágrimas.

Você me colheu! Além de ter me plantado...
E depois, simplesmente, deixou-me para que outros fossem felizes pelo sorriso que você me ensinou a dar.

Sempre, sempre será! meu platonizado.

E quando em um quarto eu te escutar gritar, chorarei. Porque, simplesmente, somos almas unidas antes de estarmos aqui, que o mundo por dor e inveja resolveu separar.

Adaptei-me ao mesmo ar... adaptei-me ao mesmo ar....


E ainda depois de tudo, necessito correr... necessito saiir de mim mesma, necessito desaguarr!
Num Oceano distante.
Distante do cerrado! Distante.. distante!

A alma, heis, que sai do corpo e migra serras, e serras além mar... Meus pulmões cheios, a tosse é dolorida...
não há mais como inspirar...
e ainda assim, algo em mim explode, transcede, se esvaiaaaa GRRRRRRRIIIIIIIIIITA
MOORRE, em pequenos choros, pequenos episódios...
além mar.. alémm, muito além...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

futuro


Agora sim... um questionamento com sanidade diante dessa nossa sociedade estagnada nos moldes que o tempo e a tecnologia resolveram implantar.
O homem as criou, no entanto, essas, estando mais fortes, tomaram o viver da humanidade e fizeram com que esta se adaptasse aquilo que a criatura primeira resolveu inventar depois.

E o que somos nós?
Aquelas pessoas que realmente queríamos ser quando éramos jovens e cheias de ideários libertadores ou simples corpos que rastejam para ser aplaudidos pelos outros que foram condicionados a esse comportamento?

É fato, estou jovem e de saco cheio de tantos adultos que vejo em depressão, nessa mesma depressão modernista e contemporânea que nos leva a teclados ao invés de nos levar às pessoas e estraga as relações interpessoais.

Nós fomos aqueles que criamos os limites para nós mesmos... Horrível, não?

Paradoxal... pensamos em tudo mas no desenrolar da fita, nos enrolamos nas consequências dela...

Desculpa te acordar, Drummond, mas não queira você se levantar para olhar o hoje...
EU É QUE GRITAREI LOUCURAS INAUDÍVEIS: NÃO QUERO SER A POETA DE UM MUNDO CADUCO! LEVANTEM-SE!

E tantas foram as frases que nos deixaram para podermos nos libertar de nossos medos e desejos não mencionados. Libertaram nossas almas para que nós as prendêssemos em cercas elétricas. Está aí, hoje correntes atravessam-nas e sufocam cada vez mais nosso eu...


QUERO RENASCER...
QUERO CRIAR, QUERO VER, QUERO CONTESTAR tantas formas convexas que nós um dia tivemos que aceitar....
Cadê as veredas nas quis um dia planejamos nossas caminhadas e passeatas ? e as revoluções? e o ardor e querer da justiça que hoje se encontra atrás de uma mesa recebendo dinheiro para se calar?

Desculpem-me, mas esse, com certeza, não é o século XXI que os gênios imaginavam que seria ou que iria acontecer.
Estamos no meio de tantos medos fazendo com que nossos sonhos se rebaixem a simples modos de viver e modo de ser feliz, que NEM nosso é.
Foi importado pela nossa incapacidade de pensar sobre...

Quanto aos sonhos, aos meus sonhos, eu os recuperei dentro de uma revolução insana para o mundo, mas totalmente coerente e coesa para mim.

Levante uma bandeira SUA (que fique bem claro), e queira você um dia ter a loucura de morrer por ela.

"O que fazemos em vida ecoa pela eternidade..."

O que não fazemos nos faz nunca ter vivido...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011




Mais um questionário sem fundamento...
O que fazer quando aquilo que se sente é inexplicável, e você ainda escuta vozes do passado e do presente, e na verdade não as ouve?

Nesse tumulto de vida, vejo que são muitas cabeças, são muitos pensares, são muitos grãos de areia que decidem juntos formar algo estranho, uma quase forma, ou que seja uma forma deformada.
A vida tem me trazido certos paradigmas como se eu tivesse que me fortalecer de forma gradativa, mas a força ainda não tem uma finalidade certa.

Não, eu não O invejo. Só acho que ser quem Ele é, enfim, poder crEar o mundo em si, contrariar o dito de Lavoiser, sentar-se na própria atmosfera e enviar para esse novo cosmo seu filho para que possa viajar durante toda Terra deixando aqui os melhores sentimentos para a humanidade...
Enfim, é demais para mim.

Para mim, sim, que tenho me questionado sobre o próprio existir desde os oitos anos... Já se fizeram dez!
Sinceramente, não sei como tenho carregado tantas dúvidas, às vezes me sinto pesada e sozinha.

Trinta e três... trinta e três... trinta e três...a música me diz, mesmo que nao tenha voz!

E ao querer voar e mudar a teoria dos espaços.. Que garrafa é aquela que cheia de ar me transporta de mundo a mundo?

É simplesmente essa trilha sonora que não me sai. Grande escocês, grande creação.
Queria eu ser uma gota do mar diferente das outras gotas, mesmo que fosse para não conter o sal, e daí de um ser sem sal? EU já o tenho sido assim por muitos longos anos.


São pensamentos, na verdade, são ideias que tenho montado para não me perder. São frases jogadas ao vento que um dia voltarão...

Somos humanos, triste, eu sou de um pessimismo talvez até barato demais para ser citado na imensidão do SER e de seus respectivo cosmo.

mas como somos, ou poderíamos ser belos demais p/ tamanha imensidão do mundo.

e se eu disser simplesmente sobre o amar o outro? enfim, é, eu preciso mesmo é de uma valsa-vienense, de bombas, de um muro, de um martelo, de tela, de um tripé, de uma vida, de um instante, de um judeu para mudar o mundo, de um manto, de uma meia lua, de um pano branco, de uma máscara para ser arrancada, de um pincel, de sapatilhas, de olhos,de um piano, de um violino, de um pianista, de um porta-retrato,de uma tocha de um pouco mais do que indignação... de silêncio. Alguém, POR FAVOR?!

domingo, 23 de outubro de 2011

...



Sinceramente, há muitas coisas que eu queria escrever aqui...
Porém, ainda estão desorganizadas dentro de mim.
Sentimentos mal interpretados, oscilações do meus eus falíveis...
Triste compreensão do peso do seu eu, do meu eu-lírico..

Hoje, faço diferente, passo meu lápis preto ao redor dos olhos, sim, meus olhos são grandes, sei. Olho-me no espelho e na espera de que ele me responda quem eu realmente sou, já vou me moldando por si só.
Aquela mulher, que se faz à mesma figura da menina de quatorze. É UM renascer, um reabrir do olhos e um querer cuidar com tom diferente.
A maquiagem mudou.
Antes ela vivia na constância no indefinido. Agora, sozinha ela já se define...
E pinto os olhos, faço o contorno, levanto os cílios...
Os três pontos se fazem reais ao lado de cada um e na minha esfera de conquista não dele, mas de mim mesma. Havia perdido o meu amor e me deixado cegar por aquilo que sempre soube não ser o certo...

E a questão é: até quando essas oscilações se foram realidade? Até quando terei de viver na inconstância que eu mesma criei?

Várias formas nós criamos para tapar aquilo que realmente se faz presente, não adianta.
estamos cada vez mais longe de nós mesmos... e de repente, quebramos o espelho, e aqueles pedacinhos, sim, somos nós. Somos nós que com o tempo fomos desfalecendo da verdade... e deixando com que os laços da vaidade do querer ser algo diferente derrubasse toda beleza de ser quem realmente somos...

Eles se juntam, porém, há linhas entre eles, há separações, que ficarão lá no eterno e não passarão... e quando passarmos a mão, nos cortará fundo chegando ao nosso ego, aquele que nós nunca deixamos alguém tocar pela dor incessante, e até mesmo pelo medo de que um dia ela cesse por si só, parando de doer o que nos fazia vivos, porque aí sim, teremos a certeza de que somos qualquer um, qualquer coisa, menos nós mesmos... Atores sem sentimento no vão de um vida a qual nós nem nos importamos de viver...

Quando passo o lápis, eu vejo a flor novamente se abrir... é uma alusão a sentimentos meramente corrosivos, quando a toxina não são os outros, mas pior, são nossos desejos intermitentes, os desejos que não realizamos por medo de nos culpar.

e no fim de tudo, de tantas palavras ao vento... eu sei que poderia virar brisa, vento leve, poeira, junto a ti... "


quarta-feira, 19 de outubro de 2011



no more words...
I think that I've already used every words were possible to use...


Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see,

Bring it back bring it back,
Don't take it away from me,
Because you don't know
What it means to me.

Love of my life don't leave me,
You've taken my love, you now desert me,
Love of my life can't you see,

Bring it back bring it back,
Don't take it away from me,
Because you don't know
What it means to me.

You will remember
When this is blown over,
And everythings all by the way,
When I grow older,
I will be there at your side,
To remind you how I still love you
I still love you.

domingo, 4 de setembro de 2011

No tempo...

Somenthing in the way she woos me
attracts me like anothe lover!
I don't want to leave her now!






o/

É só saudade daquilo que não vive. Temia seriamente que esse dia chegaria, e olha e ele aí.
Sim, saudade daquilo que fiz inútil quando na verdade se fazia necessário naquele momento. Hoje o tempo não voltará para que faça valer aquele que queria ter feito numa passado conturbado.

o Fato é que algo dentro de mim explode para que as loucuras de uma vida não vivida se aflorem de maneira selvagem. É que estou cheia de seguir receitas de bolo me dizendo como fazer, como não fazer, no fim de tudo, elas estiveram me mostrando como eu deveria viver minha vida para num futuro ser reconhecida.

Quão conturbado, não? Se pra ser reconhecido você deve ser você mesmo na maior autenticidade, por que seguiria uma receita de bolo te dizendo como fazer isso?
Como não machucar os outros, mas sim, deixá-los que eles te pisem sem o menor esforço daquilo ser bom pra você.

Sim, eu queria ter colocado piercings, e até feito tatuagens, mesmo que pequenas... Queria ter bebido durante uma noite inteira, feito loucuras, ter sido jovem com direito a suas respectivas loucuras, porque pelo menos teria a desculpa de 'ser jovem', é essa a função dele, não?
SONHAR, SONHAR, SONHAR, em total demasia...

PORQUE agora, mesmo que eu sonhe, ele vai se despedaçar dentre tanta realidade.

Ah, se eu tivesse me revoltado... Saído correndo rever um amigo... Ops, eu fiz isso! rs

Eu sei que vivi, mas é que hoje, a frustração é tão intensa... Que faz com que eu questione toda a intensidade da quase vida.
E por que eu não fugi de casa quando tinha motivos só para tocar violão?

Fui tão adulta quando tive a liberdade de ser qualquer um.



Reconhecimento? Sim, sou e sempre serei a boa filha, aquela que nasceu para isso.
É insano, mas há algo em mim que busca aquilo que nunca existiu. E as águas passam tão rapidamente, em sonho, eu já tinha 19. O Fábio tinha razão. Piscarei, e farei 40.

Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

Somewhere in her smile she knows
That I don't need no other lover
Something in her style that shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

You're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know

Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

Sim, eu quero dançar a valsa vienense, quero ficar nua se necessário nas escadas do infinito só para ser retratada num quadro barraco, assim como minha minha alma, cheia de 's' encodados na plenitude de todas as indecisões e tristezas e frustrações e sonhos não realizados; e quero dançar o Ballet que deixei no pretérito e quero chorar como se o mundo fosse acabar e quebrar um copo na parede e falar gírias imbecis e cantar como louca e sair por aí sem ter que ver ninguém sem querer ver ninguém, sem que o futuro me afronte, sem que as palavras me barrem, sem as pessoas reparem...

E perder minha essência, Jamais. O que é seu e está realmente dentro de você nunca há de te abandonar... Um dia, quem sabe, volto pro meu lugar!